DETALHE 03/09/2010


SQS 412 Bloco R
No plano original de Lucio Costa não constava a faixa das superquadras 400. Foram, porém, projetadas e construidas objetivando moradias de menor custo. Tratam-se de edifícios de 3 pavimentos sem pilotis ou planta livre no térreo. As tipologias são das mais variadas e algumas soluções de fachada impressionam como mostra a imagem acima.

O Plano Piloto original sem a faixa de superquadras 400

Vista aérea da asa sul. Da esquerda para a direita vemos o Lago Paranoá, superquadras 400, 200, Eixo Rodoviário e superquadras 100 e 300.

Obra da Torre de TV Digital de Brasilia. Mais um projeto do Seu Oscar!
Brasilia é um fracasso.
A começar pelas sucessivas administrações distritais, corruptas por essência (arrudas e rorizes na história recente). A descarada invasão de glebas públicas não raras vezes praticada pela elite local. E finalmente a kitsch arquitetura dominante nos condomínios de classe alta e do Lago Sul da cidade, compartilhada ainda por alguns edifícios recentes nas superquadras da Asa Norte, esses já tomando a lingua francesa como nomenclatura: Maison Strauss, Le Parc, Ville de France… Essa lógica se estende pelo bairro Sudoeste e já mostra sua cara no polêmico e recém criado bairro Noroeste, paraíso da especulação imobiliária da capital federal.
Pensando em arquitetura há, porém, belas exceções e essas remontam ao início da cidade, 50 anos passados. O projeto de Lucio Costa, no que se refere as áreas residenciais, é genial. As Superquadras 107, 108, 307 e especialmente a 308 são de rara beleza e funcionalidade. Os conceitos do projeto lá permanecem mesmo que por decretos de tombamento e essas quadras são, ao meu ver, o maior patrimônio histórico e turístico de Brasilia.
Estou sistematizando um registro fotográfico dessas Superquadras.

SQS 308, paisagismo de Roberto Burle Marx, 1963

SQS 308, Bloco I

SQS 308, Bloco C

Igrejinha Nossa Senhora de Fatima, entrequadra 307/308 Sul
Oscar Niemeyer, 1957-1958.